E agora?

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Já temos presidente e governadores eleitos para o período 2023-26. E agora? A agenda de promessas é grande, assim como a de problemas. Igualmente elevadas são as necessidades da população, principalmente as de mais baixa renda. 

Haverá recursos públicos para a execução das políticas públicas necessárias? O presidente eleito conseguirá negociar seus projetos com o Congresso Nacional? Governadores e Prefeitos conseguirão surfar na onda da recente e elevada arrecadação mesmo com a redução dos impostos sobre combustíveis? Os administradores públicos viabilizarão recursos para atualizar os salários do funcionalismo?

Haverá recursos para bancar os programas de transferência de renda? Sobrará recurso para investimentos? O governo federal mudará a regra do teto dos gastos? As reformas administrativa e tributária serão priorizadas? Se a reforma tributária for neutra do ponto de vista de arrecadação, quem serão os ganhadores e os perdedores? O governo vai reduzir as renúncias fiscais, abrindo espaço para aumentar investimentos?

Os programas de concessões de serviços públicos de infraestrutura e de Parcerias Público Privadas – PPPs, tão importantes para alavancar renda e emprego, terão continuidade?

Serão adotadas políticas públicas para a reindustrialização, de modo a colocar o País na agenda da inovação, da transição energética rumo à economia verde e dos novos padrões de geração de valor das cadeias produtivas?

Será que teremos melhoria no ambiente de negócios, capaz de atrair investimentos privados, com segurança jurídica, responsabilidade fiscal e estabilidade de regras?

A criação de empregos e a melhor distribuição de renda no País nos próximos anos dependerão das respostas a estas e outras tantas perguntas, da união de esforços, do diálogo e da capacidade de negociação. Antes da posse do novo governo, deveremos ter algumas respostas.

 

  

Roberto Figueiredo Guimarães

Diretor da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base – ABDIB e Ex-Secretário do Tesouro Nacional