Recuo de commodities deve frear PIB em 2023.

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O choque de alta nas cotações de commodities nos últimos meses, com a guerra na Ucrânia encontrando um cenário já pressionado por efeitos prolongados da crise causada pela covid-19, deve servir de impulso para o crescimento econômico do Brasil neste ano, por causa das exportações e seus efeitos financeiros, mas o vento poderá mudar em 2023, primeiro ano do próximo governo. Diversos economistas consideram em seus cenários de médio prazo uma perda de fôlego no próximo ano. O “Commodity Markets Outlook”, relatório divulgado pelo Banco Mundial, projeta alívios nas cotações das matérias-primas, em 2023 e 2024, embora destaque que o choque de alta de preços causado pela guerra na Ucrânia é o maior desde as duas crises do petróleo nos anos 1970. Nas projeções do Banco Mundial, as “commodities energéticas” deverão experimentar uma queda média de cotações de 12,4% em 2023 e de 11,9% em 2024. Já as “commodities não energéticas” deverão ter um recuo médio de preços de 8,8% no próximo ano e de 3,2% em 2024.

O Estado de S.Paulo