Índice Abdib-Vallya de Infraestrutura apura terceira queda consecutiva na demanda

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O Índice Abdib-Vallya de Infraestrutura, composto por variáveis dos setores de rodovias, ferrovias, aeroportos, portos, energia elétrica e telecomunicações, registrou leve decréscimo de 0,43% em outubro de 2021 quando comparado a setembro do mesmo ano, excluindo os efeitos sazonais. Trata-se da terceira variação mensal negativa consecutiva do indicador, ainda que leve, levando a preocupação de que nível será o “novo normal” do uso da infraestrutura.

Tal conjectura será ditada pela recuperação do transporte de passageiros e do setor de serviços, ainda influenciados pelo aumento no ritmo de vacinação e a abertura das atividades econômicas, e pela estabilização no transporte de cargas, o qual foi caracterizado por safras recordes ao longo de 2020 e 2021. Por enquanto, comparando o período de julho a outubro de 2021 ao mesmo período de 2019, o indicador registra uma atividade -1,66% inferior.

O único setor que apresentou variação mensal positiva relevante (+3,20% – com ajuste sazonal) foi o aeroportuário influenciado, principalmente, pelo transporte de passageiros. Mesmo assim, o setor ainda se encontra em patamares muito aquém do início de 2020 (aproximadamente 45%). A demanda por serviços de telefonia também continua em alta (+0,24 – com ajuste sazonal). Chama atenção a grande demanda por banda larga e uma queda relevante na demanda por telefonia fixa, fenômenos naturais diante a evolução tecnológica e os impactos da pandemia nos costumes cotidianos.

As grandes quedas mensais ocorreram no setor portuário e ferroviário, respectivamente -2,51% e -6,85% (sem considerar fatores sazonais), efeito da antecipação da safra de soja, da redução na exportação de minério de ferro e das retomadas de desafios logísticos como consequência da nova variante do coronavírus. Mesmo assim, não se trata de uma notícia necessariamente negativa uma vez que a movimentação acumulada do setor no ano de 2021 ainda se encontra em um nível maior que o de 2019 no setor portuário (+9,40%) e ferroviário (+0,88%).

 

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