Várias razões para se criar as debêntures de infraestrutura

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O Brasil vive um movimento de modernização regulatória na infraestrutura. Depois da sanção de novas leis para gás natural e saneamento básico, as discussões avançam para melhorar os marcos regulatórios de energia elétrica, ferrovias e cabotagem, sem esquecer melhorias infralegais em curso, para estimular investimentos privados na infraestrutura.

Esse movimento é conveniente diante da necessidade de remover gargalos evidentes, causados pela falta de infraestrutura e, ao mesmo tempo, aproveitar o apetite de investidores por ativos com boa remuneração em um cenário de elevada liquidez internacional. O Brasil tornou-se um ponto luminoso no mapa mundial de oportunidades para investimentos, com uma larga oferta de bons projetos.

Nesse cenário, o governo federal e os estados vêm promovendo enorme esforço para organizar a governança pública e incrementar as carteiras de projetos à disposição dos investidores privados. O Livro Azul da Infraestrutura, preparado pela Abdib, identificou mais de 1.200 oportunidades de investimento em fases diversas de estruturação pela União, estados e Distrito Federal.

A conclusão bem-sucedida das licitações dá ignição ao movimento subsequente de estruturação do financiamento, envolvendo capital e dívida. A demanda por recursos será grande. No saneamento básico, as últimas quatro concessões realizadas vão exigir mais de R$ 60 bilhões em investimentos. Conforme estudo elaborado pela Abcon Sindcon em parceria com a

KPMG, serão necessários investimentos superiores a R$ 700 bilhões até 2033 para universalizar os serviços de água e esgoto e recuperar a depreciação das redes existentes. Na malha ferroviária, licitações e prorrogações de contratos indicam mais R$ 40 bilhões de inversões. O governo federal tem mais de R$ 240 bilhões de investimento em licitações programadas até 2022.

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