Ranking de universalização do saneamento mostra ligeira melhora em indicadores

331

Em um universo de 1.670 cidades brasileiras, apenas 7% podem ser categorizadas como próximas à universalização dos serviços de saneamento básico. O número faz parte de um estudo anual feito pela Abes (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), o qual aponta que 37 municípios de grande porte (com mais de 100 mil habitantes) e outros 82 de pequeno e médio porte (até 100 mil habitantes) se encaixam na categoria “rumo à universalização”.

Os dados do Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2021, disponível neste link, mostram um aumento na quantidade de cidades no topo do ranking, cujas bases de dados tiveram como referência o ano de 2019. No comparativo com os dois anos anteriores (2017 e 2018), o número total de municípios das duas primeiras categorias do ranking – de quatro existentes – passou de 16,54% dos municípios analisados naquele ano para 22,28% em 2019.

O estudo classifica os municípios avaliados com base em cinco critérios – Abastecimento de água, Coleta de esgoto, Tratamento de esgoto, Coleta de resíduos sólidos e Destinação adequada de resíduos sólidos. De acordo com o estudo, as cidades avaliadas representam 70% da população brasileira. O levantamento é feito a partir dos dados do SNIS (Sistema Nacional de Informações de Saneamento) de 2019, pois há uma defasagem de dois anos para a compilação e publicação desses dados.

Universalização e dados
“Rumo à Universalização” é a categoria máxima entre as quatro existentes, computada apenas para os municípios que fizeram mais de 489 pontos. Neste grupo, contabilizadas todas as cidades – maiores ou menores que 100 mil habitantes – nos últimos três anos avaliados, a mudança é sensível: passaram de 85 (2017), para 98 (2018) e 119 no último ano avaliado (2019).

Os dados da ABES permitem ter uma visão mais clara do setor de saneamento, pois vão além dos dados gerais, por meio dos quais o país registra, de acordo com os dados SNIS de 2019, 76% dos municípios (4.226) com registros de dados sobre esgotamento sanitário.

Entre as capitais brasileiras, apenas Curitiba (PR) se encaixa nessa posição. Também de acordo com o ranking, cerca de metade das capitais do país (13) estão na categoria “Empenho para universalização”, na qual estão os municípios com pontuação entre 200 e menos de 450 pontos. A capital com a menor pontuação foi Porto Velho (RO), classificada na categoria “Primeiros Passos para a universalização”, que classifica a cidade com pontuação abaixo de 200 no ranking.

 

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA e cedido para o portal da Abdib.