Brasil pode ter lugar nas cadeias globais

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O rompimento das cadeias globais de suprimentos provocado pela pandemia de covid-19 jogou luzes sobre a capacidade do setor industrial de fornecer produtos estratégicos para seus mercados domésticos e externos. A preocupação em torno dessa capacidade deve intensificar um processo que já ocorria antes da disseminação do Sars-Cov-2: a regionalização das chamadas cadeias globais de valor (CGV), um arranjo notabilizado pela dispersão das etapas de produção por vários cantos do mundo. A nacionalização dessas cadeias também voltou ao debate.

Igor Rocha, diretor de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Base (Abdib), diz que a pandemia chamou ainda mais atenção para o esgarçamento do tecido industrial brasileiro, que deixou de produzir uma ampla variedade de itens. “Ao longo do tempo, ficamos dependentes de importação”, diz. Mas isso não quer dizer que o caminho é voltar ao modelo de substituição de importações. “Temos que trabalhar para fechar mais acordos comerciais, inserir o país em novos mercados.”

Ele também chama atenção para o desenvolvimento de uma manufatura mais “verde”. Estudos têm mostrado que os setores de média e alta tecnologia em termos relativos aos de baixa têm se tornado menos poluentes, observa. Mas por enquanto o país segue na contramão, com a diminuição do peso dos segmentos de média e alta tecnologia no setor industrial.

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