FI-FGTS lança edital para contratar operações de R$ 3 bilhões em dívida

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O Comitê de Investimentos do FI-FGTS lançou em março de 2021 um novo edital de chamada pública para selecionar projetos que receberão recursos do fundo de investimento. A meta é contratar operações no total de R$ 3 bilhões, mas apenas na modalidade dívida, e não mais em equity. Essa é uma das mudanças anunciadas após reestruturação no FI-FGTS.

As novas condições foram explicadas por Alexandre Xavier Ywata de Carvalho, vice-presidente de Fundos de Investimento da Caixa, acompanhado de Jorge Louzada Kozlovsky, diretor de Fundos de Investimento, e de Guilherme Ribeiro de Oliveira, gerente Nacional de Fundos Estruturados, em reunião do Comitê de Financiamento, Riscos e Garantias da Abdib no dia 23 de abril.

Desde 2016 o FI-FGTS não faz operações. A intenção é lançar novo edital no segundo semestre e contratar toda a disponibilidade de recursos do fundo, cuja carteira de investimentos soma em torno de R$ 22 bilhões.

Aprovações em sete meses – Os executivos explicaram que a intenção das mudanças realizadas no edital é ampliar o acesso de empresas interessadas, reduzir a burocracia, acelerar análises e aprimorar critérios de investimentos. Os projetos não serão mais pré-selecionados com anteriormente, mas sim categorizados como elegíveis – agora, há critérios publicados e qualquer companhia pode verificar enquadramento.

As operações serão por debêntures não conversíveis, que podem ser incentivadas ou não. Os recursos podem ser aplicados em atividades de construção, reforma, ampliação e implementação em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias, energia e saneamento. A perspectiva é aprovar projetos em um prazo entre 5 e 7 meses, contra um ano e meio antes da reestruturação.

Propostas até 30 de junho – O edital, o quinto da história do FI-FTS, foi publicado no dia 1 de março e vale até 30 de junho – ou quando atingir 24 propostas ou R$ 3 bilhões de recursos solicitados. Cada setor não poderá superar R$ 750 milhões em operações de crédito e cada proposta poderá receber, no máximo, R$ 400 milhões. O percentual máximo por empreendimento é de 25% e há exigência mínima de 20% de capital próprio do investidor.

As garantais – no mínimo, três – podem ser dadas na forma de fiança bancária, penhor de ações, recebíveis, contratos de fornecimento garantido, fiança dos sócios ou ativos do empreendimento. As regras do edital podem ser acessadas na página do FI-FGTS.