Mobilidade urbana sofre com baixa movimentação e incertezas

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As concessões de mobilidade urbana começam o ano sob risco e sem perspectiva de retomada – em dezembro de 2020, a movimentação de passageiros em metrôs e trens urbanos registrou queda de 38,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da ANPTrilhos. Segundo Antônio Sanchez, presidente da Supervia, a expectativa do setor piorou em relação às projeções passadas: uma recuperação plena é aguardada para o “fim de 2022, início de 2023”. O Congresso Nacional chegou a aprovar um pacote de socorro ao setor de mobilidade, mas o projeto de lei foi vetado pelo presidente. Os recursos não resolveriam o rombo, mas aliviariam o fluxo de caixa. O Rio de Janeiro é o estado que mais preocupa, dado que os contratos são mais antigos e não preveem mecanismos de mitigação de riscos, dependendo portanto de revisões extraordinárias. Em São Paulo e na Bahia, os contratos contam com cláusulas de ressarcimento em caso de queda de movimentação de passageiros, embora a retração tenha superado os limites estabelecidos em contrato. (Valor Econômico)