Cresce interesse do mercado na concessão do Trecho 1 da Fiol

156

O leilão do primeiro lote da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) tem atraído ainda mais interesse com o avanço de outros projetos ferroviários. O primeiro trecho da Fiol, de Ilhéus a Caetité (BA), é bastante dependente da mina da Bamin, empresa controlada pelo Eurasian Resources Group, do Casaquistão, que pretende participar do leilão de forma consorciada – a empresa chegou a negociar com a China Communication Construction Company (CCCC) mas o acordo não avançou. O interesse do mercado cresceu com a avaliação que os próximos lotes devem ser viabilizados: o lote dois, de Caetité até Barreiras (BA), e o lote três, de Barreiras até Figueirópolis (TO), com conexão à ferrovia Norte-Sul (operada pela Rumo). Outro fator recente também elevou o interesse pela Fiol: a viabilização da Ferrovia de Integração Centro Oeste (FICO) com recursos da Vale, que pode formar um novo corredor de escoamento agrícola entre o Centro-Oeste até o Porto de Ilhéus (cuja construção, iniciada em 2020, deve ser finalizada em dois anos). O Governo não descarta, inclusive, uma conexão direta entre as ferrovias. Ainda é cedo para a definição dos concorrentes, mas a avaliação do mercado é que outros grupos podem participar do leilão, como a VLI (empresa da Vale, Mitsui, FI-FGTS, Brookfield e BNDES), operadora da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que cruza a Bahia. Um possível interesse da Rumo (da Cosan) tampouco é descartado.