Bento Albuquerque: nova regra aumentará competitividade para usinas termelétricas

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A partir do ano que vem, os leilões de energia não contarão mais com limitação de inflexibilidade das usinas termelétricas. O que, na visão do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, aumentará a competitividade das mesmas e, consequentemente, sua participação na matriz energética nacional. A informação foi dada durante exposição virtual no Abdib Fórum 2020 – Edição Experience. O evento, realizado nesta sexta-feira (4), marca a comemoração dos 65 anos da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

Para o ministro, a inserção do gás natural ocorrerá “de forma competitiva, em que os empreendedores possam apresentar propostas de níveis de flexibilidade e localidade que atendam os requisitos de segurança energética e que sejam economicamente viáveis”, disse. “Fazer a contratação de forma compulsória, sem justificativa técnica, geraria subsídios cruzados entre os setores, onerando os consumidores de energia elétrica”, definiu.

Bento Albuquerque ainda destacou que não vê necessidade de se fazer alterações na Lei do Gás, o que, na visão dele, limitaria a capacidade de planejamento. “Hoje já temos, no nosso ordenamento jurídico, todos os meios para que possamos realizar leilões vocacionais, caso sejam identificados pelo planejamento, com vistas a garantir a segurança energética”, comentou.

André Clark, general manager da Siemens Energy Brasil, entende que, em um futuro breve, as nações vão competir entre si para atrair investimentos, em especial no campo da energia. “Nesse jogo, o Brasil é absolutamente competitivo e temos que ter estratégias ainda mais ambiciosas e para além das nossas fronteiras”, disse. Ele vê que, durante a pandemia de Covid-19, houve expansão do mercado livre de energia no Brasil. “Cresce acima do mercado regular e, por isso, enxergamos o grande potencial das reformas do setor elétrico”, complementou, assentindo com a colocação do ministro.

Mauricio Bähr, CEO da Engie Brasil, lembra que o pior momento da pandemia de Covid-19 já passou e que é hora de voltar a pensar no futuro. Para Bähr, a modernização do setor elétrico é uma pauta fundamental. “Vejo que há uma participação cada vez mais ativa dos consumidores livres, hoje, até viabilizando alguns investimentos em novos projetos. Portanto, fazendo com que a expansão comece a se dar de forma natural pelo mercado, criando um círculo virtuoso nesse sentido”, destacou.

O debate foi mediado pela jornalista Denise Campos de Toledo.