Indústria vê realismo em corte de investimentos na Petrobras

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Setores que cresceram com a estatal no passado aprovam plano menos ambicioso

Indústrias cujo crescimento foi estimulado no passado pelos ambiciosos planos estratégicos da Petrobras manifestaram aprovação ao novo programa da estatal, que prevê redução de investimentos e prioridade para venda de ativos que podem ajudar a reduzir o endividamento da companhia.

O novo plano estratégico da Petrobras foi aprovado pelo seu conselho de administração na quarta (25) e será detalhado a investidores nesta segunda (30). O orçamento da estatal prevê investimentos de US$ 55 bilhões nos próximos cinco anos, o que representa um corte de 27% na programação anterior.

Venilton Tadini, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), diz que a Petrobras age com realismo ao se concentrar nas áreas de exploração e produção de petróleo e deixar o refino.

Para José Ricardo Roriz Coelho, da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria de Plástico), o plano mostra que a empresa está menos sujeita a pressões de natureza política.

Fátima Ferreira, diretora de economia da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), afirma que a estatal acerta ao focar a exploração do pré-sal e a diminuição do endividamento como prioridades.

A comissão de juristas nomeada pela Câmara dos Deputados para rever a Lei de Lavagem de Dinheiro deverá ter seu prazo prorrogado. O grupo tem feito audiências com especialistas e pretende apresentar suas propostas em fevereiro, após a definição da sucessão no comando da Câmara e do Senado.

Ricardo Balthazar (interino), com Filipe Oliveira Mariana Grazin

 

Folha de S.Paulo