Setor aéreo vai “queimar” US$ 77 bi no segundo semestre

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A estimativa é dada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa 290 companhias aéreas ao redor do mundo. A despeito de terem reiniciado as suas operações, promovido uma série de medidas para redução de custos  e recebido subsídios governamentais (a entidade estima US$ 161,9 bilhões), as companhias aéreas devem usar cerca de US$ 13 bilhões mensalmente do dinheiro em caixa para sustentar suas operações no segundo semestre. Somente no segundo trimestre, estima a Iata, o setor aéreo queimou US$ 51 bilhões de caixa. No período, as companhias aéreas reduziram suas despesas em aproximadamente 50%, mas a receita caiu 80%. A projeção para 2021 também não é promissora: a entidade estima que as empresas terão de usar de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões por mês para sustentar as suas operações. Sem uma nova rodada de subsídios visando mitigar os efeitos da Covid-19 na aviação, alerta a Iata, as companhias áreas têm caixa suficiente para sustentar 8,5 meses de operação. O setor não deve registrar um saldo positivo até 2022.