Peça por peça, BNDES trabalha para financiar infraestrutura por “project finance puro”

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De um lado, a prestação de serviços do BNDES com estruturação de projetos para clientes públicos está bem encaminhada, com uma carteira de de projetos significativa em andamento. A meta agora, segundo presidente do banco, Gustavo Montezano, é “fazer as entregas” – no caso, as licitações – e expandir os mandatos de governos para iniciar novas modelagens.

Do outro, o banco quer avançar nos próximos desafios, que são a sindicalização de risco na concessão de crédito para os empreendimentos. Na visão de Gustavo Montezano, isso é parte do quebra-cabeças para o Brasil passar a financiar projetos de infraestrutura na modalidade de project finance non recourse, sem garantias corporativas dos acionistas.

Esse mosaico inclui outras peças, como o BNDES voltar a atuar no mercado de fiança bancária, que pode viabilizar financeiramente alguns projetos com balanço insuficiente. Com todas as peças encaixadas, explicou o presidente o BNDES, a presença de balanço relevante no Brasil pode deixar de ser uma barreira de competição. “As mudanças serão graduais”, ressaltou.

 

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Guia de Desestatização: Por que financiar projetos de infraestrutura é mais desafiador no Brasil?

 

O presidente do BNDES participou, no dia 26 de agosto, de mais um episódio do Infra para Crescer – Caminhos para Superar a Crise, série de webinários pelo qual a Abdib está reunindo empresários e autoridades governamentais e políticas em videoconferências para discutir medidas par a retomada do crescimento econômico. O debate contou ainda com a participação de Britaldo Soares, presidente do Conselho de Administração da Abdib; Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib; André de Angelo, diretor de país da Acciona no Brasil; e Daniel Keller, sócio-diretor da Una Partners.

A pauta de discussão envolveu temas como a perspectiva de atuação do banco de fomento nas novas fronteiras para o investimento privado, como os investimentos privados em saneamento básico, nos próximos anos; as fontes de recursos para financiar os investimentos em infraestrutura; o papel do banco no desenvolvimento do project finance sem exigência de garantias corporativas; e o apoio para a estruturação de projetos em estados e municípios.

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