Bem resolvida tecnicamente, concessão da Cedae aguarda entendimento político entre estado e prefeitura

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O projeto de subconcessão da Cedae, envolvendo 64 municípios fluminenses e cerca de 34 bilhões em investimento para buscar a universalização dos serviços de água e esgoto em 64 municípios fluminenses, está bem avançado tecnicamente dentro do BNDES, mas ainda demanda arranjos políticos entre os governos do estado e da capital para ser realizado. “É a joia da coroa, muda a cena carioca, a qualidade de vida”, resumiu Gustavo Montezano, presidente do banco. A expectativa é licitar ainda em 2020, mas se não for possível, no início de 2021.

Gustavo Montezano participou, no dia 26 de agosto, de mais um episódio da série de webinários Infra para Crescer – Caminhos para Superar a Crise, pelo qual a Abdib está reunindo empresários e autoridades governamentais e políticas em videoconferências para discutir medidas par a retomada do crescimento econômico. O debate contou ainda com a participação de Britaldo Soares, presidente do Conselho de Administração da Abdib; Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib; André de Angelo, diretor de país da Acciona no Brasil; e Daniel Keller, sócio-diretor da Una Partners.

A pauta de discussão envolveu temas como a perspectiva de atuação do banco de fomento nas novas fronteiras para o investimento privado, como saneamento básico, nos próximos anos; as fontes de recursos para financiar os investimentos em infraestrutura; o papel do banco no desenvolvimento do desenvolvimento do project finance sem exigência de garantias corporativas; e o apoio para a estruturação de projetos em estados e municípios.

Saneamento básico é o carro-chefe – O setor de saneamento básico, incluindo água, esgoto e resíduos, é “o carro-chefe” do BNDES, explicou Gustavo Montezano. Ele disse que há muitos investidores interessados. O leilão de subconcessão de 13 cidades na Região Metropolitana de Maceió, onde a operação é feita pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), está programado para 30 de setembro. “Prevemos uma ótima demanda, mais de 15 interessados visitaram as instalações da empresa”, disse.

Além do projeto nas Alagoas, o cronograma envolve licitações em setembro de mais dois projetos modelados pelo BNDES na área de saneamento: dia 14, uma PPP de esgoto na cidade de Cariacica (ES), e dia 23 outra PPP envolvendo 68 municípios da estatal Empresa de Saneamento do Estado de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

O presidente do BNDES lembrou que o setor passará por um amadurecimento após a aprovação do novo marco regulatório, com publicação de decretos que regulamentam a nova lei, estruturação de boa qualidade de novos projetos e fortalecimento das agências reguladoras – o que levará algum tempo. “Um projeto desse (de concessão na área de saneamento básico), para ser bem feito, demora de 12 a 24 meses”, explicou. Montezano afirmou que mais estados passaram a buscar soluções para os investimentos no setor, como Minas Gerais, Bahia, Paraíba e Rondônia, que estão em tratativas com o BNDES.

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