Setor ferroviário passa pelo “maior ciclo de investimento dos últimos anos”

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O Brasil tem em carteira R$ 45,5 bilhões de investimentos previstos incluindo projetos listados em três diretrizes. As novas concessões em desenvolvimento somam R$ 11,7 bilhões nos projetos Fiol e Ferrogrão. A prorrogação antecipada de concessões ferroviárias totalizam R$ 31,1 bilhões. Por fim, a expansão da malha férrea pelo mecanismo de investimento cruzado a partir de recursos de outorgas das concessões renovadas já conta com R$ 2,7 bilhões para a o projeto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), com recursos de outorga da renovação da Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM), processo aprovado pelo Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) no fim de julho.

A avaliação foi feita pelo secretário nacional de Transportes Terrestre, Marcello da Costa Vieira, em reunião com empresários da Abdib no dia 4 de agosto. Ele explicou que o governo conduz atualmente o “maior ciclo de investimento dos últimos anos”, com entregas importantes programadas para 2021.

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O secretário ressaltou o esforço para conseguir concluir três importantes iniciativas entre 2019 e 2020, como a subconcessão da ferrovia Norte-Sul (tramos central e sul), a prorrogação do contrato de concessão da Malha Paulista e a iminente ratificação da prorrogação das concessões da Vale (EFC e EFVM, até o fim de setembro, após aprovação do TCU). As entregas envolvem um total de R$ 25,5 bilhões de investimentos.

Os recursos obtidos com o pagamento de outorga pela Vale serão alocados na construção de aproximadamente 400 km da Fico, cuja construção tem previsão de ser concluída “em quatro ou cinco anos” – para ser posteriormente concedida.