Governo federal busca contribuições para modelagem de projeto de irrigação

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A Abdib promoveu reunião no dia 13 de julho com Verônica Rios, chefe da Assessoria Especial do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR), para discutir propostas feitas pela Abdib para acelerar o programa de investimentos em infraestrutura.

A executiva avisou aos empresários que a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) promoverão, entre 20 e 29 de julho, uma sondagem de mercado sobre o projeto de concessão das etapas 3 a 9 do Perímetro Irrigado do Baixio do Irecê. Com isso, espera-se receber sugestões de potenciais interessados no investimento para apoiar a modelagem da concessão. As reuniões serão por videoconferência, individuais com cada interessado, e com duração de uma hora, mediante agendamento prévio pelo e-mail roadshowppi@economia.gov.br até o dia 15 de julho.

O Projeto Baixio do Irecê é o primeiro de um portfólio que será ofertado pelo MDR, Codevasf e pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) para concessões e parcerias de perímetros irrigados.

Está localizado na margem direita do Rio São Francisco, nos municípios de Xique-Xique (BA) e Itaguaçu da Bahia (BA), a 500 km de Salvador. O centro urbano mais próximo, que deu nome à iniciativa, é o município de Irecê.

A região possui grande disponibilidade hídrica para irrigação, solos mecanizáveis e forte tradição agrícola. O local tem presença institucional diferenciada, pois sedia diversas universidades e centros de comercialização, dispõe de estradas para escoamento da produção, e tem potencial para exportação de frutas e derivados via Aeroporto Internacional de Petrolina, em Pernambuco, localizado a 435 km do projeto.

O perímetro abrange uma área de 105 mil hectares, sendo 48 mil hectares de área irrigada, subdivididos em nove etapas. As etapas 1 e 2 representam uma área de 16 mil hectares irrigados e estão em fase de ocupação, com início de produção previsto ainda para 2020.

O governo federal já alocou cerca de R$ 1 bilhão no projeto, valor investido na aquisição e regularização fundiária de toda a sua área, além da execução de 42 km do canal principal, estação de bombeamento principal, adutoras, estação de pressurização e infraestrutura para o suprimento energético.

Estima-se a necessidade de R$ 700 milhões adicionais para implantar toda a infraestrutura para as etapas 3 a 9 (31.423 hectares irrigáveis).