Artigo: Novo marco do saneamento: o lixo é uma riqueza

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Dez anos depois do lançamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cerca de 40% dos resíduos gerados pelas cidades ainda vão para lixões clandestinos espalhados pelo país: 29,5 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Albrepe). Aquele plano estipulava um prazo para o fim da destinação irregular de resíduos, mas muitos municípios não conseguiram sustentar economicamente esses serviços. O novo marco do saneamento, aprovado pelo Senado e encaminhado para sanção do presidente da República, traz uma nova chance à questão do tratamento do lixo no Brasil. Tem-se discutido muito sobre a universalização de serviços básicos de água e esgoto, mas cabe o registro de que o marco institui medidas de segurança jurídica e viabilidade econômica essenciais para o setor de resíduos sólidos urbanos. (Por Milton Pilão)

O Estado de S. Paulo