Abdib retoma agenda de desenvolvimento de hidrelétricas com governo

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A Abdib segue a diretriz de contribuir com ações para que o Brasil possa aproveitar as múltiplas fontes de energia disponíveis no país, garantindo confiabilidade no suprimento de energia com sustentabilidade financeira e ambiental.

Nesse sentido, mesmo diante das discussões em torno de medidas emergenciais para o enfrentamento da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus, a Abdib promoveu reunião no dia 27 de abril com o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, com a participação de empresas associadas, para discutir sobre desenvolvimento de projetos de hidrelétricas de médio porte.

Barros disse que é fundamental fazer um diagnóstico adequado das diversas externalidades positivas que a fonte hidrelétrica oferece ao sistema elétrico e à sociedade, permitindo comparar de forma mais realista os custos associados a cada fonte de produção de energia e identificar as mais vantajosas.

Uma das externalidades positivas é a existência de um parque industrial já completamente instalado no país, com empresas de equipamentos, engenharia e construção com larga experiência, comprovadas pela construção e comissionamento de inúmeras plantas hidrelétricas importantes em operação.

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Outro benefício da energia hidrelétrica, segundo o secretário, é a capacidade de armazenar água por reservatórios e, assim, oferecer capacidade instalada para equilibrar o sistema elétrico em um momento em que há perspectiva de crescimento de fontes de geração intermitentes, como eólica e solar.

Atualmente, há poucos projetos hidrelétricos disponíveis ou em desenvolvimento para participarem dos leilões para entregar energia nova nos horizontes de quatro e seis anos. Mas há potenciais hidrelétricos identificados, disse o secretário, inclusive com impactos ambientais, maiores ou menores, já conhecidos.

Esforço conjunto – Barros sugeriu um esforço conjunto entre Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresas públicas e privadas, todos com boas informações sobre os potenciais hidrelétricos, para identificar os projetos com maior probabilidade de apesentarem viabilidade e serem inseridos nos próximos leilões de energia. Um grupo de trabalho foi criado entre o MME empresas associadas da Abdib para estudar o assunto.

Outra necessidade é encontrar formas de financiar a elaboração dos estudos de viabilidade. Barros expressou que tem gostaria que o esforço rendesse resultados rapidamente a ponto de permitir inserir os projetos hidrelétricos de médio porte no processo de revisão do Plano Decenal de Energia de 2021.