PLs podem reduzir receita em momento de demanda menor e inadimplência em alta

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O setor de infraestrutura convive atualmente com uma situação crítica para a gestão do fluxo de receitas e para a preservação da saúde financeira das empresas, na visão da Abdib. De um lado, registra uma queda significativa da demanda elos serviços e aumento da inadimplência.

De outro, monitora e trabalha para evitar novas perdas que podem ser causadas por um conjunto de projetos de lei que, se aprovados, podem retirar fatias importantes da receita remanescente. Como pano de fundo, são todos serviços essenciais que não pode e nem devem parar, pois são essenciais para o funcionamento da sociedade.

Os 93 projetos de lei apresentados por senadores e deputados federais colocam um risco adiciona no radar das empresas concessionárias.

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Arrecadação tributária –“É um movimento oportunista sem precedentes, bastante irracional até, porque enfraquece a prestação de serviços essenciais para a sociedade e a economia funcionarem neste momento de restrições gigantescas”, diz Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib. “E prejudica a arrecadação de impostos para estados e municípios, exatamente os governos que estão pressionados par ampliar gastos para enfrentar a crise”, afirma Tadini.

Segundo o presidente-executivo da Abdib, as empresas de serviços público, sejam privadas ou estatais, estão sensíveis às dificuldades da sociedade. “Considerando as situações dramáticas, é possível estabelecer negociações no âmbito das agências reguladoras. O que não pode acontecer é a edição de decretos e leis sem as diretrizes ou as definições oficiais das compensações e dos reequilíbrios financeiros às concessionárias”, explica. “Isso é populismo e oportunismo”, conclui.

Para a Abdib, os benefícios propostos pelos parlamentares reduzem as receitas das concessionárias públicas e privadas de serviços públicos, fragilizando ainda mais a saúde financeira das empresas em um momento em que elas já sofrem redução significativa de receitas por causa da crise econômica derivada das restrições à circulação e pessoas e à atividade econômica em vários setores.

Além do mais, as empresas do setor já detectam crescimento da inadimplência e estão atuando com restrições operacionais de variados tipos, como escassez de mão de obra, proibição de deslocamentos e dificuldades na cadeia de suprimentos, para manter os serviços ininterruptos à população.