Energia dos ventos avança no Brasil

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A participação da energia eólica na matriz energética brasileira chegou a 9% da capacidade instalada de geração de energia elétrica brasileira em 2019.

Com 15,4 GW instalados e 4,6 GW adicionais em fase de construção, a energia dos ventos já é a terceira maior fonte em capacidade instalada e a segunda entre as renováveis.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a expectativa é que, até 2029, essa participação alcance 17%, com 39,5 GW.

De toda capacidade adicional que será construída nos próximos anos, contratada em leilões de energia nova em 2019, 34% foram de usinas eólicas, o que equivale a 1,1 GW.

O Brasil já é o sétimo maior mercado de instalações onshore (torres e geração construídas em terra) do mundo par energia eólica e, em 2018, foi o quinto país em número de novas instalações.

Atualmente, o país conta com mais de 600 parques eólicos instalados.

Em 2017, foi registrado o recorde de 954 empreendimentos eólicos cadastrados para um único leilão. Esse indicador é relevante por demonstrar a quantidade e a dimensão do interesse dos investidores no setor.

No período de um ano, entre 2018 e 2019, foram cadastrados 3.456 projetos, que participaram de quatro leilões.

De 2009 a 2019, foram contratados cerca de 8 GW médios de energia eólica para a expansão da capacidade de geração de eletricidade, com projetos localizados em sete estados da Região Norte e um na Região Sul.

Mais da metade dessa energia concentra-se em projetos localizados na Bahia e Rio Grande do Norte, estados com o maior número de parques eólicos no Brasil.

O Brasil é um país rico em potencial energético por diversas fontes. Há espaço e oportunidades de investimentos em todas elas.

A Abdib defende que o planejamento de médio e longo prazo considere o aproveitamento destas múltiplas fontes de energia a partir de um ambiente favorável ao investimento que garanta segurança no suprimento elétrico, com sustentabilidade financeira, ambiental e estabilidade jurídica.