Maior crise desde 1929 exige medidas para manter a atividade econômica

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As consequências da pandemia provocada pelo COVID-19 já abrem espaço para que a maior crise mundial, desde 1929, se instale. Essa é a avaliação da Abdib e de analistas econômicos, que apontam que os efeitos da contração da atividade global possam ter impactos sem precedentes no período recente.

Na visão da Abdib, a infraestrutura é mola propulsora para duas etapas importantíssimas na atual conjuntura. Em um primeiro momento, a infraestrutura é provedora de serviços essenciais para as ações de combate à pandemia e para o funcionamento das empresas e da sociedade.

Leia o documento “Medidas para garantir os serviços de infraestrutura e manter a atividade econômica“, elaborado e divulgado pela Abdib

Em um segundo momento, assim que os protocolos de saúde permitirem, a infraestrutura será importante para injetar investimentos, fundamentais para manter a atividade na economia e acelerar a demanda por bens e serviços, gerando empregos e arrecadação fiscal.

O setor de infraestrutura não pode parar, pois ajudará o país a se recuperar dos recentes choques da maneira mais perene possível.

De um lado, as empresas operadoras de serviços criaram salas de controle e governança especial para manter os serviços essenciais ininterruptos neste momento extraordinário. A população e os setores produtivos que estão operando dependem das equipes operacionais de concessionárias de serviços.

De outro, essas empresas de infraestrutura, responsáveis por planos de investimento em andamento em contratos de concessão vigentes, serão alavanca para reativar a economia em poucas semanas. Tudo isso em paralelo a uma política fiscal expansionista de elevado calibre no Brasil, o que será essencial, na ótica da Abdib.

Política expansionista –Dados do Observatório de Política Fiscal do IBRE mostram que diversos países têm adotado políticas fiscais expansionistas para segurar ao máximo a demanda agregada. Em relação ao PIB, os gastos públicos adicionais já significam 9,5% do PIB, 17,3% do PIB da Inglaterra, 35,7% do PIB na Alemanha, 15,1% do PIB na França, 17,0% do PIB na Espanha e apenas 4,0% do PIB no Brasil.

Para a Abdib, esse esforço será tão importante no presente quanto no futuro próximo, na medida em que a pandemia for controlada a partir das ações continuadasna área de saúde e na medida em que ações direcionadas ao setor de infraestrutura sejam implementadas para retomar a atividade econômica.

“Os investimentos públicos serão essenciais tanto para retirar o país da crise, quanto para complementar os investimentos privados já contratados ou em perspectiva de contratação”, explica VeniltonTadini, presidente-executivo da Abdib.

Harmonia e coordenação entre as esferas de governo será fundamental para o sucesso do combate à crise de saúde e da reativação da economia, envolvendo os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, órgãos reguladores, licenciadores, fiscalizadores e de controle.

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