Investimento em metrô precisa ser retomado

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O Brasil perde, anualmente, cerca de R$ 267 bilhões, ou 4% do Produto Interno Bruto (PIB), com congestionamentos e o consequente tempo perdido no trânsito, segundo a Quarta Consultoria.

A solução é a expansão das redes de metrôs e trens urbanos nas grandes cidades.

Os grandes eventos esportivos em 2014 e 2016 impulsionaram investimentos nessa área, que voltaram a declinar nos últimos anos.

Entre 2007 e 2009, quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os investimentos em mobilidade urbana oscilaram entre R$ 3,6 bilhões e R$ 4,8 bilhões, segundo a Abdib.

Anos depois, atingiram pico de R$ 10,5 bilhões em 2015. Atualmente, a média de investimento está em torno de R$ 7 bilhões ao ano.

Para ajudar a recuperar os investimentos em metrôs e trens urbanos, o Comitê de Mobilidade Urbana da Abdib propõe a instituição da Autoridade Metropolitana de Transportes (AMT) para integrar o planejamento e a operação dos transportes públicos nos grandes centros urbanos de forma eficiente e sustentável.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 70 regiões classificadas como metropolitanas.

A Abdib desenvolve amplo estudo sobre modelos de funcionamento de autoridades metropolitanas para os sistemas de transportes públicos no Brasil, a partir da análise de melhores práticas internacionais e das necessidades das partes relacionadas locais.

A AMT é realidade em muitas capitais globais, mas ainda não no Brasil.

Em Londres, existe a Transport for London (TfL) e, em Nova York, a Metropolitan Transportation Authority (MTA).