BNDES já estrutura 60 projetos e detectou outras 114 oportunidades

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A Abdib realizou reunião do Comitê de Desestatização no dia 18 de novembro com a participação especial de Pedro Bruno Barros, Superintendente da Área de Governo e Relacionamento Institucional, que explicou as funções do BNDES na estruturação de empreendimentos para o setor público e o desenvolvimento das atividades dentro da “fábrica de projetos” do banco, iniciativa para ampliar o estoque de estudos e projetos para dinamizar a quantidade de licitações de concessões e parcerias público-privadas para o setor privado.

A criação da superintendência, sediada em Brasília, é fruto das ações do BNDES nos cem primeiros dias da gestão do presidente Gustavo Montezano. A pasta tem a função de monitorar projetos contratados de estruturação, atuar como ponto focal de relacionamento do BNDES para o setor público, captar as demandas nas esferas federal, estaduais e municipais e realizar acompanhamento legislativo.

Desde julho, a equipe responsável por atuar nas funções de estruturação e gestão dos clientes governamentais foi ampliada de 71 para 157 funcionários, com perspectiva de chegar a 219 pessoas em 2020. Há ainda o reforço de especialistas do BID e IFC que trabalham em parceria com o BNDES em diversas estruturações. No período, a carteira de projetos em fase de estruturação do banco de fomento subiu de 31 projetos (R$ 83 bilhões de investimentos) para 60 projetos (R$ 191 bilhões). São 36 projetos de concessões ou PPPs e mais 24 projetos de privatização.

Mapa de oportunidades – A expectativa é que a quantidade de projetos a serem estruturados aumente no futuro diante da demanda dos entes subnacionais e da quantidade de boas oportunidades de investimento para o setor privado. Entre setembro e outubro, a equipe da nova superintendência do BNDES visitou os 27 estados e colheu as demandas de concessões, PPPs e privatizações. O mapa estadual soma 114 oportunidades em diversos setores, com liderança no saneamento básico (22 projetos), rodovias (12), ativos imobiliários (11), metrôs e VLTs (7) e resíduos sólidos (6), entre outros.

Pedro Bruno Barros explicou que, na fábrica de projetos, haverá coordenação de esforços e de recursos para viabilizar projetos para concessões, PPPs, privatizações e estruturação de modelos de negócios para mercados complexos, como o de gás natural, por exemplo. Há também esforço para padronizar procedimentos para ganhar agilidade e escala. A contratação de consultorias, por exemplo, é um processo onde ganhos de eficiência podem ser obtidos com ações de padronização. O BNDES trabalha com a meta de ter mais projetos à disposição, com mais qualidade técnica e em tempo mais curto.