Infraestrutura: empresários estão otimistas

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Por Egídio Serpa

Dos entrevistados, 56,4% declararam-se otimistas a uma possível melhora da economia brasileira dentro de três anos. Por outro lado, somente 13,2% dos participantes disseram-se pessimistas, enquanto 29,1% consideram-se neutros.

O otimismo que empresários do setor de infraestrutura demonstraram estar até o final de 2022, ainda que cauteloso, já é um sinal de que a percepção deles com relação à economia tem mudado, após anos seguidos de crise.

Isso porque, segundo um estudo realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), em conjunto com a EY, mais da metade dos 234 entrevistados que participaram da pesquisa afirmou que acreditam em uma melhora no cenário econômico do país a longo prazo.

O estudo é realizado semestralmente e está em sua segunda edição.

Dos entrevistados, 56,4% declararam-se otimistas a uma possível melhora na economia do Brasil dentro de três anos. Por outro lado, somente 13,2% dos participantes disseram-se pessimistas, enquanto 29,1% consideram-se estáveis.

O levantamento contou com a participação de profissionais em cargos de liderança, CEOs e tomadores de decisão de suas respectivas empresas.

Em contrapartida ao otimismo a longo prazo, dados da pesquisa comprovam que ante a primeira edição do estudo, o pessimismo dos empresários aumentou a curto prazo – dentro de seis meses.

Entre os entrevistados, foi registrado uma alta de 6,8% na parcela daqueles com expectativas mais pessimistas (de 17,6% para 24,4%) e uma queda de 10,4% no número dos que possuíam expectativas mais otimistas (de 31,3% para 20,9%).

“Este levantamento é importante para que os responsáveis pelos investimentos no setor consigam ter uma percepção sobre como está a perspectiva dos tomadores de decisão da área, o que eles acham da atenção que o governo confere à infraestrutura e o que esperam para os próximos anos”, comentou o presidente executivo da Abdib, Venilton Tadini.da Abdib.

Segundo 45,3% dos entrevistados, o Governo Federal é a instituição que possui maior potencial para a realização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) e concessões no setor. Dentro deste cenário, 35,5% dos participantes avaliam que o Estado é o que possui mais capacidade de investimento na área, porém, para quase metade dos entrevistados (49,2%), esse potencial é pouco aproveitado.

Diário do Nordeste