Presidente do BNDES diz que “não é boa notícia” perda da validade de MP que permite colação

665

O presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Gustavo Montezano, afirmou que o banco terá que fazer mais esforço para cumprir sua função de apoiar a estruturação de projetos para desestatizações se não tiver aprovado pelo Congresso o procedimento de colação para contratação de estudos.

O modelo, que dá mais peso ao critério técnico na contratação de estudos, estava previsto na MP (medida provisória) 882, que dava novas funções ao PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), mas que perdeu a validade na última sexta-feira (30) por não ter sido votada pelos parlamentares.

“Não é uma notícia boa. Vamos ter que trabalhar mais horas, com mais pessoas, para atingir o mesmo objetivo”, disse o presidente do banco.

O diretor de infraestrutura do BNDES, Fábio Abrahão, explicou que a flexibilidade da colação ajuda, mas que o banco conta com outros modelos de contratação de estudos, como a direta ou via organismos internacionais, que podem suprir a falta do processo de colação.

Agora, segundo ele, a ideia é se utilizar do instrumento que for o mais adequado a cada tipo de projeto que o banco pretende estruturar, o que depende tanto do tipo de infraestrutura como do ente público.

*O jornalista viajou a convite da Houer Concessões

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.