Foco na infraestrutura para retomar desenvolvimento

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, afirmou que os estados precisam fazer ajustes em suas contas, mas não podem abrir mão de apostar no desenvolvimento, como forma de sair da atual crise econômica do país. Segundo ela, as parcerias com a iniciativa privada são essenciais para o desenvolvimento.

“É o empresário que traz emprego para o nosso povo”, disse a governadora.

O Rio Grande do Norte é o outro lado da moeda em termos de gestão fiscal na região Nordeste. Enquanto a maioria dos estados manteve-se ajustado ao longo dos anos, o Rio Grande do Norte ficou sem controle. Por isso, segundo ela, enfrenta uma crise fiscal há quase quatro anos. Há dois anos os servidores não recebem em dia os salários. Segundo a governadora, a crise afeta também os investimentos no estado.

Fátima Bezerra afirmou que levará proposta ao governo federal, de um novo porto marítimo no estado, na região do Porto do Mangue, direcionado para a indústria eólica e offshore. O investimento estimado é de R$ 4 bilhões.

Alagoas
O vice-governador de Alagoas, Luciano Barbosa, que representou o governador Renan Filho, lembrou que na década passada o estado chegou a comprometer 116% da Receita Corrente Líquida com salários, o que levou a uma situação calamitosa. Alagoas chegou a ser o estado com maior índice de criminalidade do país e, segundo ele, a recuperação do estado trouxe credibilidade para investimentos.

Barbosa disse que os ajustes realizados tornam o estado mais capaz de receber investimentos necessários para mudar sua matriz econômica. Alagoas tem deixado aos poucos de ser voltado apenas para o latifúndio e para a produção de cana para conquistar novas vocações, como nos projetos de irrigação.

O vice-governador afirmou ainda que a intenção do governo estadual é transformar o porto de Maceió num terminal turístico e criar um novo porto de cargas na região de Cururipe.

Sergipe
Belivaldo Chagas, governador de Sergipe, destacou as descobertas de grandes campos de gás natural pela Petrobras no estado e como sua gestão se prepara para essa nova realidade. Segundo ele, as reservas podem produzir mais de 40 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

O estado já recebe investimentos de termelétricas, gasodutos e plantas de regaseificação. Mas a intenção é desenvolver indústrias no Nordeste que possam se utilizar dessa produção de gás. Chagas apresentou a ideia de trazer uma fábrica de caminhões a gás para atender a demanda de transporte do Matopiba, região produtora de grãos no Nordeste e Norte do país. Nas contas do governador, o uso de gás reduziria os custos em 30% em relação ao diesel.

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.