Sem Levy, BNDES deverá concentrar privatizações

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Com a saída de Joaquim Levy, que pediu demissão ontem após o presidente Jair Bolsonaro ameaçar dispensá-lo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá passar por uma reformulação em sua forma de atuação. A equipe econômica avalia concentrar a gestão das privatizações no banco, que já tem papel auxiliar no programa, além de colocar em prática promessa de Bolsonaro de abrir a “caixa-preta” da instituição e reforçar sua “despetização”. Um dos mais cotados para a vaga é o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, que esteve com Bolsonaro várias vezes nos últimos dias. Também fazem parte da lista o economista Gustavo Franco, atual presidente do conselho do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do banco, e Solange Vieira, presidente da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

O Estado de S. Paulo