Governador do Piauí vê PPPs como alternativa para geração de empregos

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O governador do Piauí, Wellington Dias, defendeu as PPP (Parcerias Públicos Privadas) como forma de geração de empregos e desenvolvimento para os governos locais. Dias participou de painel com representantes de estados que encerrou o Abdib Fórum 2019. Também estiveram no evento representantes dos governos de Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

“Numa conjuntura complexa como a que estamos vivendo, uma alternativa importante para gerar emprego são as parcerias público-privadas”, disse o governador piauiense. “Com as PPPs, é possível, em cinco anos, universalizar a água e, em alguns anos, universalizar o esgoto”, completou.

O governador explicou que a parceria com o setor privado é uma importante ferramenta para o desenvolvimento de obras, geração de empregos e o fomento de atividades econômicas. “É essencial para fazer investimentos que, sozinhos, os estados não conseguiriam. No caso do Piauí, seriam necessários mais 50 anos para universalizar os serviços de água e esgoto. Com PPPs é possível trazer para um prazo máximo de dez anos”, estimou.

Wellington Dias ainda mencionou a questão da saúde, que também mira as parcerias público-privadas para a construção e operação de hospitais. “Estamos agora indo para áreas que travam debates, e garantindo o investimento de R$ 90 milhões em um hospital materno-infantil junto com o setor privado”.

Minas Gerais
O secretário de Transportes e Obras do Estado de Minas Gerais, Marco Aurélio Barcelos, mostrou-se pessimista em relação à situação econômica do seu estado. Ele afirmou que o local está “falido” e que somente a folha de pagamentos do poder público consome R$ 4 bilhões ao mês.

Segundo o secretário, o fôlego para garantir obras de infraestrutura virá de investimentos feitos pela iniciativa privada. O governador Romeu Zema, disse ele, trabalha num pacote de concessões que inclui a privatização de 2.500 km de rodovias e de 20 parques estaduais, além da finalização – em parceria com o setor privado – de dez hospitais regionais.

“Minas tem olhado com bastante carinho para as iniciativas do setor privado. Nós sabemos que há ativos de relevo no estado que podem participar do programa de concessão e de privatização”, falou Barcelos.

Goiás
O presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras, Enio Caiado, explicou que Goiás está revendo concessões de rodovias para garantir “a viabilidade econômica e financeira” dos projetos. Conforme falou o dirigente, “é necessário que o empresário consiga ganhar dinheiro e que a sociedade tenha um serviço de qualidade”.

Caiado destacou que há previsão de conceder, até o fim deste ano ou início de 2020, sete rodovias que somam 900km de extensão. “A nossa ideia é de total transparência e honestidade para que possamos aplicar todo o trabalho em benefício da população”, disse.

Rio Grande do Sul
O secretário de Parcerias Estratégicas do Rio Grande do Sul, Bruno Vanuzzi, disse que as parcerias com o setor privado, “antes de serem uma concessão, são uma atração para benfeitorias no setor público” e que é necessário captar recursos.

“Brasil é um país de muitas necessidades, mas é preciso transformá-las em oportunidades. E temos sinalizações positivas do governo federal. Isso nos mostra que estamos no caminho certo”, disse Vanuzzi durante sua fala em um dos painéis do Abdib Fórum 2019.

O secretário falou que o Rio Grande do Sul trabalha no programa RS Parcerias, que inclui quatro projetos para concessão: Rodovia RSC-287 (R$ 2,2 bilhões), Rodovia ERS-324 (R$ 1,1 bilhão), Estação Rodoviária de Porto Alegre (R$ 76 milhões), Parque Zoológico de Sapucaia do Sul (R$ 59 milhões). O investimento total é de R$ 3,4 bilhões.

“Em breve, o governo do Rio Grande do Sul irá lançar o PPP da Corsan (empresa de água e saneamento estadual) que, segundo Vanuzzi, “vai ser feito de qualquer jeito”. “Se até o mês de julho Canoas não aprovar seu projeto, a PPP será colocada sem o município envolvido”, disse.

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.