Conselheiros da CCEE dizem que evitar calotes e aperfeiçoar os preços são prioridades 

2032

Os associados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) elegeram na última quinta-feira (25) dois de um total de cinco conselheiros: Rui Altieri foi reconduzido à presidência do colegiado para um novo mandato de 4 anos – por indicação do Ministério de Minas e Energia –, e Rose Santos foi eleita em substituição a Roberto Castro, na vaga que é de competência de todos os agentes do mercado.

A reeleição de Altieri correu tranquilamente, enquanto a disputa pela segunda vaga foi acirrada. Houve um racha entre os agentes do mercado, e parte deles tentaram viabilizar a candidatura de Marcelo Loureiro. No fim, Rose Santos teve 73,07% dos votos válidos, enquanto Loureiro teve 24,21%.

Procuração
O engenheiro Marcelo Loureiro tinha principalmente o apoio de duas associações do setor elétrico para assumir o cargo: Abiape (dos autoprodutores de energia, na qual ele faz parte da diretoria) e Abrace (dos grandes consumidores industriais).

O presidente da Abrace e ex-secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, compareceu à assembleia-geral da CCEE, com várias procurações de alguns dos seus associados, para votar em Loureiro. As eleições do conselho da câmara de comercialização costumam ter alto índice de abstinência. Não foi o suficiente.

Medidas prioritárias
Após a vitória, Rui Altieri e Rose Santos deram entrevistas à Agência iNFRA. O presidente do conselho disse estar “muito satisfeito” com a indicação do seu nome pelo MME e com a aprovação do seu nome pelo mercado. A nova conselheira afirmou estar “agradecida pelo reconhecimento dos agentes”, já que ganhou as eleições com ¾ dos votos válidos.

Segundo Altieri, são 5 itens considerados prioritários na agenda da instituição: 1) resolver a dívida passada do GSF; 2) melhorar o mecanismo do MRE para evitar dívidas futuras; 3) o aprimoramento do PLD (preço de liquidação de diferenças) e preço horário; 4) maior qualidade da contratação das distribuidoras; e 5) mais segurança no mercado de comercialização para evitar novos calotes de comercializadoras.

O presidente do conselho disse que no próximo dia 22 de maio a CCEE pretende apresentar ao mercado uma série de medidas para aperfeiçoar a comercialização de energia, dentre elas a apuração semanal das operações no mercado livre.

A advogada Rose citou como prioridades o aprimoramento das regras de mercado, com maior segurança das operações, e o aperfeiçoamento dos mecanismos de preços.

A conselheira disse defender a adoção da “chamada de ordem” no mercado livre de energia, a exemplo do que ocorre nas Bolsas de Valores. Seria uma avaliação semanal das operações, onde as comercializadoras teriam que garantir financeiramente o valor total de sua exposição no mercado.

Um outro ponto apontado como prioritário para Rose é garantir a simetria entre os mercados livre e cativo. “Na verdade, é manter as assimetrias necessárias, mas tornar os dois mercados menos assimétricos, na medida do possível. ”

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.