A decolagem da economia

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O Estado brasileiro sempre foi caro e ineficiente. A despeito de correntes ideológicas, essa frase traduz o sentimento de boa parte da população quanto à vocação histórica do País para a má gestão e aplicação de recursos públicos. Reduzir o Estado tornou-se o mantra para os defensores da agenda liberal como a única alternativa capaz de estimular o desenvolvimento social e econômico.

PLANOS DE VOO No modelo adotado a partir da última rodada, a cobrança total do ágio passou a ser feita na largada, juntamente com a metade do lance mínimo de cada bloco. Ao mesmo tempo, as vencedoras têm direito a uma carência de 5 anos para começar a pagar as outorgas, que antes eram divididas em prestações fixas e variáveis durante todo o contrato. Agora, a partir do sexto ano, o valor é atrelado a um percentual crescente da receita bruta da operação. “Isso atraiu um investidor interessado em obter rentabilidade no longo prazo, com base na melhoria e na expansão da prestação de serviços”, diz Venilton Tadini, presidente-executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Ele destaca que o Brasil entrou definitivamente na rota de operadores estrangeiros, especializados e com maior acesso a financiamento, por meio do mercado de capitais e de fontes do exterior. A bagagem acumulada na gestão de aeroportos em regiões mais maduras também reforça a tendência do investimento em projetos mais eficientes e racionais, do ponto de vista operacional e de exploração comercial, nos moldes dos terminais europeus.

Fonte: IstoÉ Dinheiro