Senador defende gás a custo zero para reduzir tarifas de eletricidade

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 O senador Marcos Rogério (DEM-RO), presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, defendeu na terça-feira (26) que parte do gás nacional deveria ser destinada a um “custo zero” para usinas térmicas, como forma de provocar a “modicidade tarifária” da energia elétrica.

“Nosso gás, patrimônio nacional, deve ter parte de sua produção destinada a custo zero, a um grande programa de energia de reserva para os momentos de baixa hidraulicidade, afastando de vez esses exorbitantes preços de energia térmica atualmente praticados no modelo que nós temos”, disse o senador.

“Devemos intensificar, com extrema urgência, os estudos para contratação de usinas com maior flexibilidade operacional e custos variáveis de operação mais baixos, que associados ao nosso gás a custo zero permitirá a verdadeira modicidade tarifária: princípio que seguimos na modelagem atual. O consumidor brasileiro urge por tal medida. Algo que não se pode adiar”, completou.

Deixou o ministro
O discurso foi feito pelo senador na reunião de diretoria da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Marcos Rogério fez uma sustentação oral sobre a revisão tarifária da Ceron, de Rondônia, estado por onde foi eleito. O aumento nas tarifas da distribuidora chegou a 25, 34%.

Para ir à ANEEL, o parlamentar deixou de comparecer a parte de uma audiência pública com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, na Comissão de Infraestrutura, que ele preside no Senado.

Guedes: “Choque de energia barata”
O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem feito declarações sobre uma agenda positiva em elaboração pelo governo federal, onde constaria “um choque de energia barata, com redução de até 50% nos preços do gás”.

Assim como o senador de Rondônia, Guedes se referiu à utilização do gás nacional, produzido nas reservas do pré-sal, como um insumo que pode ser barateado. A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto.

“Novo Mercado de Gás Natural”
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, anunciou na semana passada que a pasta está trabalhando em parceria com Ministério da Economia, Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Petrobras e ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), um novo modelo para o setor de gás.

Ele confirmou que o objetivo é reduzir os custos de energia no país, mas disse que não é possível quantificar, no momento, se a redução será da ordem de 50%, como disse o ministro da Economia.

Segundo o ministro, essa agenda foi batizada de “Novo Mercado de Gás Natural”, em substituição ao antigo “Gás Para Crescer”, e deverá ficar pronta em junho, quando será encaminhada via projeto de lei ao Congresso Nacional.

Enquanto isso, o setor privado tenta ressuscitar o PL (projeto de lei) 6.407/13, que trata de uma nova lei do gás e foi desarquivado no início do ano pela Câmara dos Deputados.

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.