Universalização do saneamento ainda é um objetivo distante

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Água e esgoto para todos, uma das metas da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), é um sonho distante para milhões de brasileiros. A meta da universalização dos serviços, prevista para 2033 no Plano Nacional de Saneamento Básico em 2007, não será cumprida. Ainda há no país cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada, mais de 100 milhões sem coleta dos esgotos e somente 44,9% dos esgotos são tratados, sendo que 38% da água potável é perdida nos sistemas de distribuição, segundo dados do Instituto Trata Brasil.

“O Brasil é uma das dez maiores economias do mundo, mas tem índices vergonhosos em saneamento básico. Temos muito a fazer”, afirma o presidente do Trata Brasil, Edison Carlos. Estudo da entidade aponta que, com base no custo médio nacional para se levar água e esgotos às moradias, seriam necessários R$ 443,5 bilhões em 20 anos para que todos os brasileiros tenham acesso aos serviços de água e esgoto, ou seja, precisaríamos de um investimento anual mínimo de R$ 22,2 bilhões, quase o dobro do que foi investido entre 2004 e 2016 na área, que chegou a R$ 11,2 bilhões. Em 2003, o volume de recursos aplicados chegou a R$ 5,3 bilhões. “A situação vai exigir capital privado”, observa o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini.

Fonte: Valor Econômico