Apoio do BNDES ao mercado de capitais já soma 27 operações

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No dia 27 de novembro, a Abdib reuniu empresários para dialogar com Guilherme Martins, chefe do Departamento de Dívida no Mercado de Capitais do BNDES, a respeito das iniciativas do banco de fomento em apoio a emissões públicas de debêntures de projetos de infraestrutura.

Nos últimos seis anos, o BNDES participou de 27 operações que representam portfólio superior a R$ 2,3 bilhões. Martins explicou o contexto e a dinâmica do mercado de debêntures para projetos de infraestrutura, as limitações do mercado de capitais, o papel exercido pelo BNDES e as características e procedimentos da atuação do banco de fomento.

O BNDES participa de até 50% no volume total emitido e atua com flexibilidade para que as debêntures tenham prazos compatíveis com a maturação do projeto, proporcionando assim menor pressão sobre a geração de caixa e maior alavancagem na estrutura de capital.

A estruturação normalmente demora de três a quatro meses após contratação de coordenador. O banco faz avaliação própria do projeto, de forma que não há requisito de rating externo mínimo, e está preparado, segundo Martins, para estruturar operações na fase pré-operacional ou após a entrada do empreendimento em operação.

O presidente-executivo da Abdib, Venilton Tadini, enalteceu a atuação do banco no apoio ao desenvolvimento do mercado de capitais e na estruturação de projetos, mas ressaltou que o BNDES ainda tem um papel relevante no financiamento de diversos setores e projetos de infraestrutura.

Diante da necessidade de investimentos em infraestrutura – o país precisa de 4,3% ao ano no setor, mas investiu menos de 2,0% do PIB em média nos últimos anos – será necessário contar com múltiplas fontes de financiamento, sobretudo quando os projetos passarem a exigir grandes somas de recursos e apresentem taxas de retorno menos atrativas.

Algumas sugestões foram apresentadas ao chefe do Departamento de Dívida no Mercado de Capitais do BNDES, que prometeu tratar delas internamente com as equipes do banco. Uma delas é a possibilidade de estruturação de um fundo com recursos do banco dos BRICS.

Os empresários também demandaram avaliações do BNDES para que haja melhorias nas exigências para a estruturação de garantias e maior compartilhamento de riscos entre mercado, bancos, seguradoras, BNDES e ABGF.