Estado brasileiro precisa definir prioridades para voltar a investir, aponta Abdib

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Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib, participou do seminário organizado no dia 23 de outubro, em São Paulo, para o lançamento do livro Desafios da Infraestrutura, do professor Gesner Oliveira. Ao lado de Tadini, participaram da mesa Carlos Eduardo Lima Jorge, presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop-SP) e Elbia Silva Gannoum, presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

No pronunciamento, Venilton Tadini defendeu que o país precisa definir uma estratégia de desenvolvimento e ter clareza de qual será o papel do Estado na condução desta estratégia. “Nós não sabemos para onde queremos ir, que mercados queremos atingir e o que precisamos fazer para realizar essa inserção competitiva”, disse Tadini. O presidente-executivo disse que ainda há indefinições quanto ao papel do Estado na infraestrutura e afirmou que o investimento público é absolutamente fundamental no setor. “A infraestrutura dá o norte do crescimento, ela sinaliza e é indutora do desenvolvimento”, declarou.

O presidente-executivo da Abdib explicou que, diante das restrições orçamentárias, o Estado precisa definir prioridades, como o investimento público na infraestrutura, uma questão que deve ser resolvida no médio e longo prazo. “Quem tem orçamento de R$ 1,3 trilhão, ou faz desvinculação do orçamento ou vincula uma receita especifica para investimento”, concluiu. Tadini disse que não enxerga dificuldades na capacidade do Brasil de atrair recursos necessários para financiar a expansão da infraestrutura. Para ele, na verdade, o país sente as consequências da falta de bons projetos.

Tadini explicou que, diante das restrições orçamentárias, o Estado precisa definir prioridades, como o investimento público na infraestrutura, uma questão que deve ser resolvida no médio e longo prazo. “Quem tem orçamento de R$ 1,3 trilhão, ou faz desvinculação do orçamento ou vincula uma receita especifica para investimento”, concluiu Tadini, entre outras propostas.