Marina fala em Estado mobilizador

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A candidata da Rede, Marina Silva, abriu o evento falando sobre implantar eficiência na gestão do governo para que o país não tenha “obras inacabadas” e “obras que nem deveriam ter começado”.

Marina Silva apresentou um conceito novo de estado, dizendo que não é possível mais que ele seja “provedor”, e que é necessário criar um estado “mobilizador”, “capaz de mobilizar os melhores recursos da iniciativa privada para que possa desenvolver nossas potencialidades”. A candidata afirmou que seu governo vai fazer parcerias com a iniciativa privada e apresentar novo modelo de política de desenvolvimento para que não tenhamos “voo de ema”.

A candidata voltou a falar que sua prioridade no setor de infraestrutura será o saneamento básico, chamando a situação atual de 100 milhões de brasileiros sem saneamento de “inaceitável”. Ela afirmou ainda que quer ajudar os municípios a fazer seus planos de saneamento para facilitar os investimentos.

Além de saneamento, Marina afirmou que o país precisa voltar a investir em rodovias e ferrovias. Sobre energia, ela disse que deseja transformar a Petrobras numa “líder na geração de energia limpa”, e que isso será prioridade em seu governo.

A candidata criticou o uso do BNDES nos governos do PT que “investiu em meia dúzia” com juros subsidiados e falou que será necessário melhorar a segurança jurídica do país para incentivar os investimentos. Questionada sobre os problemas com licenciamento ambiental, ela afirmou que é necessário investimento nos órgãos licenciadores e que a iniciativa privada precisa levar bons projetos para serem licenciados com velocidade.

Sistema político – Marina reafirmou seu discurso sobre o sistema político, apresentando-se como alternativa ao sistema atual, usando um bordão: “os que criaram o problema, não vão resolvê-lo”. A candidata afirmou que terá a reforma política como prioridade, acabando com a reeleição, e que ela só vai ficar quatro anos no poder, e abrindo a possibilidade de candidaturas independentes. Ela propôs novos mandatos de cinco anos sem a possibilidade de reeleição.

“Se insistirmos no mesmo caminho vamos para um poço sem fundo”, disse Marina.

Marina afirmou, no entanto, que não terá preconceito com os bons legados do PT e do PSDB nos governos e que vai voltar a fazer o chamado tripé econômico: câmbio flutuante, superávit primário e meta de inflação. “Não tenho problemas com legados. Tenho problemas com mal feitos”, citando o PPI (Programa de Parceria de Investimentos) como um legado a ser avaliado para continuar.

Marina afirmou que vai blindar as agências de interferência política e o que os candidatos à diretoria terão que ter “capacidade técnica, idoneidade ética e condições de mediar os diferentes interesses”.

A candidata foi aplaudida duas vezes durante sua apresentação e também ao final da palestra de cerca de uma hora.

 

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Imagem: Geraldo Lima / Abdib

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.