Com ministro da Fazenda, empresários debatem ajuste fiscal e investimentos

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Integrantes dos conselhos de Administração e Consultivo da Abdib receberam, dia 13 de julho, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, na sede da entidade, em São Paulo, para debater a conjuntura econômica atual e perspectivas para investimentos em infraestrutura. Guardia ressaltou a necessidade de o país completar o processo de ajuste fiscal para abrir espaço novamente para o investimento público e para garantir que o descontrole fiscal não empurre as taxas de juros para cima. A reforma da previdência foi considerada pelo ministro uma resposta urgente para o controle das contas públicas.

O ministro também enfatizou a necessidade de haver um ajuste nos gastos tributários – isenções concedidas pelo Estado – que já representam mais de 4% do PIB, o equivalente ao dobro do que praticam outros países, em média. A redução dessa rubrica, geralmente recursos alocados pelo poder público de forma ineficiente, abriria espaço para o governo aumentar investimentos. Diminuir pela metade os benefícios tributários para grupos ou categorias significaria algo em torno de R$ 130 bilhões anualmente.

A Abdib apresentou ao ministro Eduardo Guardia a trajetória histórica dos investimentos em infraestrutura (público e privado somados, apurado pela Abdib) e dos investimentos dos estados e do setor público consolidado (apurados pelo Ipea). Todos os gráficos mostram a mesma tendência: redução significativa nos investimentos.

O presidente-executivo da Abdib explicou que a queda dos aportes acende um “sinal vermelho” e que no Brasil mais de 65% dos investimentos já foram feitos pelo setor privado em 2017. Tanto quanto expandir os aportes da iniciativa privada, é fundamental ajustar as contas públicas e reconstruir a capacidade do Estado de investir, disse Venilton Tadini.

O ministro da Fazenda disse que o governo está empenhado em aprovar diversos temas no Congresso Nacional: autorização para privatizar distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras, cadastro positivo, distrato e revisão regulatória no setor de saneamento básico. Guardia ainda defendeu a decisão governamental de prorrogar contratos de concessões ferroviárias mediante novos investimentos das operadoras, inclusive em trechos fora da malha da concessionária.