Em seminário da Abdib, ministros prometem que esforço pelas reformas continua

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Os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento) e Henrique Meirelles (Fazenda), em momentos distintos do Seminário Financiamento e Garantias para a Infraestrutura, realizado dia 23 de maio pela Abdib, prometeram esforço governamental pela aprovação das reformas em tramitação – trabalhista e previdenciária. Eles disseram que a votação pode atrasar um pouco em relação ao planejado, mas que devem ser concluídas porque são temas de extrema relevância para a recuperação da economia.

Dyogo Oliveira disse aos empresários presentes – cerca de 350 pessoas – que o governo federal não vai se afastar das reformas. “Não há paralisia no governo federal, estamos trabalhando”, afirmou. “O Brasil não pode parar, temos que continuar mobilizados pelas reformas e pela retomada do crescimento. Esta é a decisão do governo”, enfatizou. Oliveira lembrou que o governo vem implementando um amplo processo de ajuste econômico e que, em um ano, foi possível controlar a inflação, reduzir os juros, criar mais empregos e fazer o Brasil voltar a crescer após oito  trimestres de recessão.

O ministro do Planejamento explicou que há recursos disponíveis no para financiar investimentos, inclusive na infraestrutura. “Está de portas abertas”, disse. O ministro lembrou que o governo federal tem a diretriz de ampliar a fatia do financiamento privado na economia, mas que isso será gradual. “O BNDES e os bancos públicos estão orientados a financiar o setor privado. Não vamos fazer uma transição abrupta”, afirmou, concluindo que o banco de fomento está conduzindo uma agenda importante de ações para dinamizar a avaliação dos projetos.

Meirelles disse que, apesar das preocupações nos agentes econômicos, que existe consenso atualmente de que a política de controle do gasto público e da inflação do governo federal vai continuar.  “Estamos engajados nas reformas e vamos continuar”, afirmou. “Estamos saindo da crise”, disse ele, explicando que a economia voltou a crescer e continuará nessa direção.

O ministro da Fazenda ainda disse confiar que o Congresso Nacional seguirá votando os projetos que são importantes para o Brasil, apesar da crise política. Citou como exemplo as reformas trabalhista e a previdenciária. “Esta é a agenda em que o Brasil está engajado e vai continuar independentemente de qualquer coisa.”