Abdib e CPD lançam iniciativa para despoluir Pinheiros e Billings

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A Abdib promoveu, dia 16 de fevereiro, na sede da entidade, em São Paulo, uma cerimônia para marcar o início do Programa Pinheiros Limpo, cujo objetivo é a requalificação ambiental do canal paulistano e da Represa Billings. Trata-se de uma iniciativa da Abdib e da Companhia Paulista de Desenvolvimento (CPD). A meta é captar recursos privados para fazer a modelagem do projeto de concessão com um escopo que englobe implantação, manutenção, operação e administração de requalificação das águas do canal do rio Pinheiros. Abdib e CPD estipularam um prazo de nove meses necessários para produzir os estudos e projetos e realizar a modelagem.

O Programa Pinheiros Limpo conta com participação e apoio do Governo do Estado de São Paulo – por meio das secretarias de Energia e Mineração, Recursos Hídricos e Meio Ambiente e de empresas como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae).

Participaram da cerimônia Vicente Andreu Guillo, presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), João Carlos de Souza Meirelles, secretário estadual de Energia e Mineração, Antonio Velloso Carneiro, secretário-adjunto estadual do Meio Ambiente, Luiz Carlos Ciocchi, presidente da Emae, Carlos Roberto dos Santos, diretor-presidente da Cetesb, Edison Airoldi, diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da Sabesp, e Rui Brasil Assis, coordenador de Recursos Hídricos da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo.

Os estudos serão conduzidos mediante autorização da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e terá acompanhamento das secretarias paulistas de Energia e Mineração, de Meio Ambiente e de Saneamento e Recursos Hídricos, além da Sabesp e Cetesb.

Segundo Gilberto Peralta, presidente do Conselho de administração da Abdib, a participação da iniciativa privada, por meio do financiamento de estudos e projetos que visam a identificação de aspectos técnicos, financeiros, econômicos e ambientais é de grande importância para o sucesso do programa que pretende viabilizar uma concessão para serviços de despoluição do Rio Pinheiros.

“Se fizermos um projeto como esse no (canal) Pinheiros, em uma região densa como São Paulo, nós conseguiremos dar um exemplo ao país sobre o que é possível fazer na área de despoluição de recursos hídricos”, afirmou Peralta.

Qualidade da água – A modelagem deverá ser realizada com base em condições estipuladas por um termo de referência da Emae e oferecer as soluções para viabilizar a melhoria gradativa da qualidade da água do canal Pinheiros, permitindo, em etapas, a possibilidade de bombear até 50 m³/s de água classe 2 para a represa Billings, de acordo com Resoluções Conama 357/2005 e 430/2011. Cumpridos tais parâmetros, os recursos hídricos poderão ser destinados para consumo humano após tratamento convencional, para proteção das comunidades aquáticas e para atividades de recreação como natação e mergulho.

Assim, além de buscar a melhoria das condições ambientais do rio Pinheiros, haverá outros resultados, como a manutenção da atual condição de controle de cheias da bacia do Canal Pinheiros, a melhoria da qualidade da água da represa Billings, o aumento da disponibilidade hídrica na represa Billings para abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo e da Baixada Santista e a ampliação da disponibilidade hídrica para geração de energia na Usina Henry Borden.