Concessões: 44 bloqueios no caminho

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Os executivos da concessionária CCR levaram um baita susto quando receberam as licenças para as obras na BR-163 em Mato Grosso do Sul em abril deste ano. Com um ano de atraso, a liberação para a duplicação de 806 quilômetros da estrada veio com 44 pontos bloqueados — um a cada 18 quilômetros, em média. São áreas como terras indígenas e quilombolas, sítios arqueológicos ou acessos a cidades. Nesses pontos, a CCR terá de se haver com órgãos federais, estaduais e municipais para realizar a duplicação — que é sua obrigação. 

 

Fonte: Exame

O licenciamento picado custa mais. A CCR estima que os bloqueios encareçam em 20% o valor da duplicação — o investimento na concessão foi inicialmente orçado em 5,5 bilhões de reais. Os entraves ainda podem atrasar o prazo de entrega, prevista para 2020. A concessionária diz que está discutindo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres um novo prazo e o ressarcimento dos custos extras com a parte ambiental. Em nota, a ANTT diz que obras extensas “estão sujeitas a interferências significativas”, mas os contratos livram as empresas de riscos com atrasos de licenças ou custos de compensação ambiental.