Comitê de Exportação discute ações para acelerar processos do Banco dos Brics

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O Comitê de Exportação da Abdib realizou reunião no dia 7 de junho, na sede da entidade, em São Paulo. A pauta de discussões envolveu assuntos como o estágio de operação do New Development Bank (NDB), o Banco dos Brics, e a nova orientação dos órgãos públicos federais responsáveis pelas relações externas e comércio exterior, bem como a atuação da Abdib e de empresas associadas no Conselho Empresarial dos Brics.

O principal tema da discussão foi o potencial do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos Brics, para viabilizar a estrutura de capital de projetos estruturantes de infraestrutura no Brasil e na América do Sul.

Os empresários receberam informações atualizadas sobre as estratégias e os mecanismos pelos quais o banco pretende atuar. Em um primeiro momento, o NDB pretende operar em parceria com os bancos de fomento dos países que compõem o bloco dos Brics, que ficariam encarregados de selecionar os empreendimentos.

Por decisão do Comitê de Exportação, a Abdib vai organizar um plano de ação e fazer contatos com executivos do Ministério da Fazenda e do NDB para avaliar formas de acelerar os processos de avaliação de projetos e desembolsos para os investimentos considerados estruturantes na infraestrutura no Brasil e do continente.

Os empresários também elogiaram a nova diretriz da política externa brasileira, elogiando as dez diretrizes que o ministro das relações Exteriores, José Serra, anunciou em discurso realizado na cerimônia de transmissão do cargo, em 18 de maio.

Das dez diretrizes anunciadas, os empresários fizeram menção explícita a seis delas: a decisão de o Brasil trabalhar na assinatura de acordos bilaterais de livre comércio; o processo de consulta aos setores produtivos visando negociações bilaterais para abrir mercado para exportações brasileiras; foco na parceria com a Argentina e ações para corrigir e fortalecer o Mercosul; ampliação do intercâmbio com parceiros tradicionais, como a Europa, os Estados Unidos e o Japão; prioridade para a relação com parceiros novos na Ásia, como China e Índia; foco em eliminação de distorções e de redução de fatores que impactam no custo dos produtos brasileiros para que a política externa tenha mais êxito.