CCR alega até greve para devolver barcas no RJ

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Até a greve das universidades federais, ocorrida entre junho e este mês, foi citada pela concessionária CCR Barcas como um dos motivos da queda de passageiros e, consequentemente, de prejuízos que agora levam a empresa a querer devolver ao estado a gestão do sistema aquaviário. Em documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários, que fiscaliza o mercado de ações, ela também culpa as obras no entorno da Praça Quinze e a interdição da Praça Marechal Âncora (onde até junho havia um terminal de ônibus). Segundo a empresa, houve queda de 2,2% (de seis milhões para 5,8 milhões de usuários) no fluxo entre Praça Quinze e Praça Arariboia, em Niterói, na comparação do terceiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2014. No conjunto de seis linhas operadas pela concessionária, a diminuição foi de 1,6%, o equivalente a 120.240 passageiros. Entre janeiro e setembro deste ano, o prejuízo líquido foi de R$ 63,2 milhões. Para deixar a concessão, a CCR Barcas alega desequilíbrio financeiro no contrato. Numa reunião semana passada, ela solicitou uma indenização de R$ 500 milhões ao estado.