Para Abdib, saída da crise passa pelo investimento na infraestrutura via esforço privado

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O vice-presidente executivo da Abdib, Ralph Lima Terra, defendeu que é preciso reforçar as ações para ampliar o investimento na infraestrutura, sobretudo via setor privado, para o Brasil retomar o caminho do crescimento econômico. A avaliação foi realizada em seminário promovido pelo Banco do Nordeste, no dia 31 de julho, em Fortaleza, para discutir o papel dos bancos de desenvolvimento na economia.

“Diante do ajuste fiscal, o capital privado tornou-se essencial para impulsionar investimentos em infraestrutura. E diante da urgência do investimento privado em infraestrutura, é essencial remover obstáculos e aperfeiçoar o ambiente de negócios”, explicou.

Ralph Terra citou, como obstáculos que impedem ou atrasam investimentos em infraestrutura, dificuldades no licenciamento ambiental e nas desapropriações, conflitos entre órgãos de execução e de fiscalização e constantes alterações das leis e das regras dos contratos, lembrando que a Abdib produziu uma agenda com 193 propostas para melhorar o ambiente de negócios na infraestrutura.

Diante do atual ajuste fiscal, que restringe a atuação dos bancos públicos de fomento, o vice-presidente executivo da Abdib explicou que será necessário impulsionar o financiamento privado de longo prazo no Brasil para fazer frente ao volume de investimentos previstos nos mais diversos setores da infraestrutura nos próximos anos.

Financiamento – Terra explicou que 257 projetos de infraestrutura foram autorizados a emitir debêntures com incentivos fiscais desde 2012, proposta defendida pela Abdib anos atrás, que significam investimento total de R$ 193 bilhões em todas as áreas. Até o momento, 53 emissões foram feitas, captando R$ 11,2 bilhões no total, de forma que as debêntures representaram menos de 10% do volume total dos investimentos nestes projetos.

“Nosso desafio é identificar se o mercado privado absorverá quantidade maior de debêntures em um momento de crescimento do risco, qual o custo e no prazo das operações, sobretudo de empreendimentos greenfield”, questiona.