Para Abdib, plano de exportação acerta nas diretrizes e medidas

619

A Abdib avalia como bastante positivas as medidas listadas no Plano Nacional de Exportações (PNE), lançado pelo governo federal em 24 de junho. Em um momento macroeconômico crítico, de ajuste fiscal e contenção de gastos, o poder público reconheceu a importância de manter e ampliar linhas de financiamento, mecanismos de garantia e instrumentos de comércio exterior para apoiar as empresas brasileiras na competição por vendas globais.

Como salientou o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Armando Monteiro, o grande teste do plano acontecerá “ao longo do processo”, deste e dos próximos anos, período no qual agentes públicos e privados vão operar de acordo com as diretrizes e medidas apresentadas. Mas as decisões e diretrizes acertadas, lançadas pelo governo federal, devem contribuir bastante com a cadeia exportadora de bens e serviços.

“Temos de transformar o comércio exterior em estratégia de desenvolvimento econômico e tecnológico, com ênfase mais agressiva na instituição ou consolidação de linhas de financiamento, instrumentos de garantia, modernização dos processos burocráticos, acordos comerciais relevantes e muita comunicação e promoção comercial”, disse Ralph Lima terra, vice-presidente da Abdib, presente na cerimônia de lançamento do plano. “Somente na área de serviços de engenharia, na qual a nossa balança comercial ainda é positiva, apesar de decrescente, temos capacidade de dobrar os volumes exportados se houver financiamento e garantias em condições e volumes adequados, como fazem outras nações”, conclui Terra.

Entre as medidas, destaca-se o orçamento do Proex-Equalização, maior em comparação ao de 2014; a ampliação dos recursos destinados a financiamento do BNDES-Exim em comparação ao ano anterior; o aumento do limite do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que oferece cobertura ao risco dos exportadores.

Além disso, mercê destaque a ênfase que o governo federal promete conferir à assinatura de acordos de comércio e definição de 32 mercados prioritários para atuação comercial e governamental, importante plataforma para a competividade das empresas brasileiras que buscam vender bens e serviços no exterior.

A Abdib continuará a contribuir com agentes públicos e privados para fortalecer os mecanismos de comércio exterior, sobretudo para a exportação de máquinas, equipamentos e serviços de engenharia, pois está convicta da importância que as vendas destes bens e serviços para outros países têm para movimentar toda a cadeia fornecedora que atende aos setores de infraestrutura, garantindo a manutenção de empregos e a criação de valor para as empresas.