Empresas querem menos ruído e mais recursos para exportar serviços de engenharia

584

O setor privado deseja que os assuntos relativos às operações de exportação de serviços de engenharia sejam tratados de forma mais empresarial, sem disputa política, e pedem que o poder público amplie as linhas de crédito e os mecanismos de garantias e seguros. Essa é a receita para aumentar as vendas dos serviços de construção e engenharia para o exterior, um segmento que carrega as exportações de uma ampla gama de empresas, entre 1.800 e 2.500, das quais 80% são pequenas ou médias companhias.

Essas foram as principais mensagens do seminário “Uma agenda para dinamizar a exportação de serviços”, no dia 15 de junho, em São Paulo, organizado pela Abdib em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Marcelo Odebrecht, presidente do grupo Odebrecht, também criticou a desinformação e a politização em torno dos financiamentos do BNDES às exportações de serviços. Ele afirmou que a empresa recebeu, nos últimos anos, US$ 8 bilhões para operações de exportação de serviços, mas que, como retorno, foram gerados US$ 20 bilhões em negócios e renda no Brasil. 

Ralph Lima Terra, vice-presidente executivo da Abdib, avaliou propostas para dinamizar as exportações de serviços de engenharia e lembrou que a Abdib criou um comitê específico para o assunto há um ano, com o objetivo de apoiar as estratégias das empresas da cadeia de fornecimento de bens e serviços para infraestrutura para ampliar exportações nessa área. 

Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em outra apresentação, pediu que o Brasil não recue no apoio à exportação de serviços de engenharia e pediu que as políticas de fomento ao comércio exterior sejam inseridas no centro da estratégia de desenvolvimento brasileira.