Associação de caminhoneiros diz que nova greve está próxima. Representante do ministério nega

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O presidente da Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros), José da Fonseca Lopes, disse que, caso o governo Bolsonaro não controle a alta do preço do diesel, uma nova greve dos caminhoneiros poderá acontecer. “Alguma coisa ruim vai acontecer e o governo não está prestando atenção”, disse.

Lopes reclamou, principalmente, do aumento do preço do diesel a cada 15 dias e que o valor do frete não acompanha essa alta. “O petróleo é nosso, mas a Petrobras não é. Precisa se tomar uma medida rápida urgente. A coisa está fervilhando aí fora, o descontentamento é muito grande.”

As declarações foram feitas em audiência pública na CVT (Comissão de Viação e Transportes) da Câmara dos Deputados para discutir ações do governo federal na política de preços do óleo diesel, o Programa Caminhoneiro e a criação do Cartão Caminhoneiro.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, a maior parte da categoria entende que o momento econômico ainda é de dificuldade e que os caminhoneiros compreendem os esforços que a pasta vem fazendo para poder ajudar a categoria.

Sampaio enfatizou ainda que não há, no momento, risco para uma nova greve, e que a melhora da demanda e dos preços vai ocorrer somente depois da retomada do crescimento econômico, que passa diretamente pela reforma da Previdência.

Petrobras não comparece
Deputados e convidados lamentaram que o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, não compareceu à audiência e também não mandou representante.

Por isso, o presidente em exercício da CVT, Bosco Costa (PR-SE) disse que vai apresentar um requerimento convocando o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para explicar a situação, já que o colegiado não pode convocar presidentes de estatais.

Conteúdo produzido pela Agência iNFRA especialmente para o portal da Abdib.