Futuro presidente da CPFL prevê novo ciclo de aquisições no setor

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A CPFL Energia está preparada para entrar em um novo ciclo de consolidação por meio de aquisições e também de crescimento orgânico, segundo André Dorf, executivo que assumirá a presidência da companhia em julho, no lugar de Wilson Ferreira Jr. De acordo com Dorf, o movimento de aquisições, desde que criem valor e estejam de acordo com o retorno adequado para a empresa, pode ocorrer nos segmentos de geração e distribuição.

“A empresa está preparada para um novo ciclo de consolidação por aquisições e de crescimento orgânico”, disse Dorf, ontem, ao Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. Segundo ele, o movimento de aquisições é uma das rotas de criação de valor para o grupo. A outra, explicou, tem sido a eficiência e a excelência operacional. Segundo Ferreira Jr, a companhia reduziu em 24% os custos operacionais nos últimos três anos.

“Todos estamos muito atentos aos desdobramentos do cenário político e econômico do país. Mas é uma situação dicotômica. A companhia está em um momento interessante e tomou medidas para sair melhor do que entrou na crise [econômica do país]”, completou Dorf.

Com 43 anos de idade, Dorf, que respondia pela presidência da CPFL Renováveis, vai trabalhar em conjunto com Ferreira Jr até 1º de julho, durante o processo de transição.

Ferreira Jr, que estava no comando do grupo CPFL há 18 anos, afirmou que a substituição foi “natural, planejada e sem ruptura”. Segundo ele, a mudança faz parte do plano de sucessão da energética. “Era algo já pensado na companhia”, disse ele, acrescentando que dois vice-presidentes da empresa assumiram os cargos de acordo com o plano de sucessão.

Segundo Ferreira Jr, a troca no comando da empresa poderia ter acontecido antes. Mas a companhia decidiu fazer a mudança somente após terminar o período mais crítico do setor, incluindo a escassez de chuvas e o impasse sobre o risco hidrológico. “Passamos por momentos difíceis e que foram bem sucedidos”, afirmou. 

Ferreira Jr, de 57 anos, contou que, quando terminar o período de transição, ele irá se dedicar à carreira de participação em conselhos de administração. O executivo já integra os conselhos da CPFL Renováveis (do qual é presidente) e da fabricante de motores WEG. Ele também deverá prestar consultoria à CPFL, além de presidir o conselho de administração da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).